Tradutores são apaixonados por livros

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29 de outubro é o Dia Nacional do Livro: homenagem ao dia em que foi fundada a Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, quando a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para cá.

Em homenagem ao Dia Nacional do Livro os profissionais do Catálogo de Tradutores apresentam seus livros e trabalhos preferidos de tradução e revisão:

Tradutores são apaixonados por literatura – Dia nacional do livro
Tradutores são apaixonados por livros – Dia nacional do livro

Capitães da Areia, de Jorge Amado: um dos livros de que mais gostei, porque foi o meu primeiro contato mais próximo com essa outra realidade do nosso Brasil, de forma muito direta e realista.

Sylvie Giraud: tradutora e intérprete de Turco e Francês.

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Capitães da Areia – de Jorge Amad

Um livro e três paixões:
O Cinema – ou O Homem Imaginário
Ensaio antropológico
De Edgar Morin.

Um dos livros que mais prazer me deu em traduzir. O cinema era uma das paixões. As outras eram a história da humanidade e a psicologia ou as emoções. Esse livro reuniu todas elas.
A tradução de um livro é sempre uma ponte estendida entre duas culturas. E quando abrange tantas coisas ao mesmo tempo, a emoção de traduzir é muito maior e mais gratificante, quer sejam ensaios, memórias, contos, romances… Quero escrever e traduzir sempre…

O Cinema – ou O Homem Imaginário – de Edgar Morin (traduzido por Luciano Loprete)

Luciano Loprete: tradutor e intérprete de francês e Italiano
“Assim, nosso ofício de tradutores é um comércio íntimo e constante com a vida, como diz Valery Larbaud; não é, de forma alguma, um jogo de paciência com palavras mortas e fichadas para sempre.”
Paulo Rónai, em Escola de Tradutores.

Tradutores todos temos uma tenda, longe da lenda longínqua e leviana. Negociamos, sobretudo, verbetes sobre tudo. Mergulhando em nosso âmago, brindamos vida a tudo o que vertemos, transbordamos, derramamos para transsignificar.

Carlos Alberto Abelheira: tradutor e intérprete de espanhol e inglês

Escola de Tradutores – Paulo Rónai

Jenny Lawson é uma blogueira famosa que escreve com muito humor sobre situações surreais da vida dela, mas totalmente verdadeiras. Foi um desafio traduzir o humor tão particular dela, do idioma e da região dos EUA, mas eu ria enquanto traduzia e minha mãe pedia para ser a “revisora” não-oficial para poder sempre acompanhar e se divertir também.

Maya Johnson: tradutora e intérprete de inglês-português

Vamos fazer de conta que isso nunca aconteceu – de Jenny Lawson (tradução de Maya Johnson)

Ricardo Silveira: tradutor e intérprete de inglês-português

Biodiversidade – de E. O. Wilson (tradução de Ricardo Silveira)

Traduzi “Biodiversity” de E. O. Wilson. Um clássico da biodiversidade. Adorei fazer parte da equipe de tradutores seniores, sermos assessorados por uma equipe de biólogos e termos descoberto algumas incoerências até nas nomenclaturas cientificas.

“‘Os outros têm uma espécie de cachorro farejador, dentro de cada um, eles mesmos não sabem. Isso feito um cachorro, que eles têm dentro deles, é que fareja, todo o tempo, se a gente por dentro da gente está mole, está sujo ou está ruim, ou errado… As pessoas, mesmas, não sabem. Mas, então, elas ficam assim com uma precisão de judiar da gente…’ –‘Mas, então, Dito, a gente mesmo é que tem culpa de tudo, de tudo que padece?’ –‘É!’ O Dito falava, depois ele mesmo se esquecia do que tinha falado; ele era como as outras pessoas. Mas Miguilim nunca se esquecia.”

Trecho de Manuelzão e Miguilim – João Guimarães Rosa

Mônica Peres: revisora de português

Manuelzão e Miguilim – de João Guimarães Rosa (revisado por Mônica Peres).

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